Impacts of community sponsorship on Afghan migrants and refugees in Brazil, before and after the Community Sponsorship programme. 2026-
The main objective of this research is to understand the impact of the Community Sponsorship Programme on the reception and integration of Afghan migrants in Brazil. In September 2023, through Interministerial Ordinance MJSP/MRE No. 42 of 22 September 2023, humanitarian visas for Afghan nationals became conditional on their referral by civil society organizations (CSOs) accredited through a Public Call for Proposals. In this framework, CSOs are responsible for informing, guiding, housing, and supporting the integration of migrants who receive humanitarian visas, helping them to settle in their local communities. The Call therefore promotes the selection of CSOs capable of ensuring a primary arrival infrastructure. Research shows that the arrival infrastructure available to newly arrived migrants plays a central role in their successful integration.The research strategy is to assess the reach and effectiveness of the Community Sponsorship Programme (CSP) in supporting the integration of Afghan migrants in Brazil. This will be achieved by comparing two main groups: people who arrived in Brazil through the CSP, and people who arrived before humanitarian visas became linked to the Programme. Comparing these two groups allows us to identify whether the CSP has a significant influence on the socio-demographic and economic profile of new arrivals, as well as on their pathway to integration.
Equipe: Svetlana Ruseishvili (Coordenadora) Andrea Maria Calazans Pacheco Pacífico, Juma Rasuli e Ali Juma Hamdard.
Financiamento: Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
Quando Constituição, Bíblia e passaporte se encontram: analisando a relação entre Estado brasileiro e igrejas evangélicas na governança migratória. 2026-
Nesta pesquisa, propõe-se investigar quais fatores contribuem para a crescente atuação de igrejas e organizações evangélicas em ações humanitárias dirigidas a migrantes vulneráveis no Brasil. Para isso, estuda-se a atuação de tais atores na governança migratória brasileira, notadamente nas principais inovações recentes do Estado para esse campo: a política de Vistos Humanitários (VH), já aplicada em quatro momentos específicos, e o programa de Patrocínio Comunitário (PC). Qualitativa, a pesquisa terá sua coleta de dados feita com análise documental sobre as peças públicas que regem tais políticas; entrevistas semiestruturadas com representantes do governo brasileiro, diplomatas e organizações da sociedade civil; e uma etnografia em uma das organizações participantes do PC. Técnicas de análise para cada tipo de coleta de dados serão, respectivamente, análise de conteúdo, análise crítica do discurso e relatório etnográfico. Espera-se elevar a densidade de leituras críticas às políticas humanitaristas na governança migratória, compreender como e por que um único segmento religioso tem predominado na gestão do PC brasileiro, e analisar o lugar que as organizações religiosas ocupam no processo histórico de descentralização da gestão pública brasileira.
Pesquisador: Rafael Faustino
Orientadora: Svetlana Ruseishvili
Cuidar, curar e controlar: a construção da noção de vulnerabilidade na seleção de afegãos para acolhida humanitária no Brasil. 2026-
Este projeto analisa como organizações da sociedade civil (OSCs) habilitadas no Programa de Patrocínio Comunitário (PC) têm operado a seleção de afegãos(as)
beneficiários(as) de vistos humanitários no Brasil. Partindo da hipótese de que os critérios mobilizados pelas OSCs produzem uma “dupla face do humanitarismo” — ao mesmo tempo em que cuidam e acolhem, também hierarquizam e controlam —, investigo de que forma a noção de vulnerabilidade é definida, interpretada e aplicada nos processos seletivos. A pesquisa combina análise documental (portarias, editais, regulamentos e materiais institucionais) e entrevistas semiestruturadas com gestores(as) das OSCs, utilizando a Análise Sociológica do Discurso para identificar categorias de legitimação, exclusão e merecimento. Pretende-se compreender como diferentes marcadores sociais (gênero, composição familiar, profissão, religião, redes de apoio e etnia) pesam na seleção e no acesso ao acolhimento. Busca-se, ainda, evidenciar os efeitos sociais da terceirização de responsabilidades estatais para
organizações da sociedade civil, em sua maioria de caráter religioso. Ao sistematizar os critérios utilizados e as práticas adotadas por essas entidades, o estudo contribuirá para o debate sobre políticas de migração, vulnerabilidade e governança humanitária no Brasil.
Pesquisadora: Ana Maria Augusti
Orientadora: Svetlana Ruseishvili
Saúde reprodutiva, migração e cidadania: experiências de mulheres migrantes latino-americanas em São Carlos e Araraquara. 2026-
Este projeto investiga as experiências de mulheres migrantes latino-americanas no acesso ao direito social à saúde reprodutiva em cidades médias do interior paulista, especificamente São Carlos e Araraquara, tomando como foco o atendimento pré-natal no Sistema Único de Saúde (SUS). Busca-se compreender como essas mulheres vivenciam o acesso aos serviços de saúde durante a gestação, analisando barreiras institucionais, linguísticas, culturais e socioeconômicas, bem como estratégias de cuidado, negociação e resistência construídas no seu cotidiano. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, combinando autoetnografia guiada, entrevistas semiestruturadas, observação participante e análise documental de políticas públicas, normas e protocolos institucionais. Essa estratégia metodológica permite articular as experiências vividas pelas mulheres migrantes às práticas institucionais que estruturam o acesso à saúde, evidenciando a migração como determinante social da saúde e a distância entre o direito formal e o acesso efetivo. A relevância do estudo decorre da atualidade do fenômeno migratório no Brasil, da centralidade da saúde reprodutiva como direito social e da necessidade de ampliar os estudos sociológicos sobre migração, gênero e saúde em cidades médias. Espera-se contribuir para o debate sociológico sobre cidadania, desigualdades e efetivação de direitos sociais, bem como para o aprimoramento de políticas públicas locais orientadas à equidade em saúde e ao cuidado materno.
Pesquisadora: Melani Julissa López
Orientadora: Svetlana Ruseishvili
Entre a razão humanitária e a política de Estado: A recepção dos
apátridas russos da China pelo Brasil. 2026-
O presente projeto busca investigar a atuação do Estado brasileiro na governança internacional de refugiados na década de 1950, com foco no acolhimento dos apátridas russos da China. O período analisado é marcado pelo surgimento do arcabouço jurídico internacional de proteção a refugiados, incluindo a Convenção de 1951 e a criação do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). A pesquisa utiliza a análise documental examinando correspondências, ofícios e telegramas produzidos pelo Ministério de Relações Exteriores do Brasil, depositados no Museu Histórico e Diplomático, no Palácio do Itamaraty (RJ). Busca-se compreender os critérios adotados pelo governo brasileiro, as decisões
dos atores estatais e o papel de organizações internacionais religiosas na mediação humanitária, contribuindo para preencher lacunas históricas e teóricas sobre a recepção de refugiados nos anos 1950 e a inserção dos apátridas russos na política migratória brasileira.
Pesquisadora: Bruna Soares dos Santos
Orientadora: Svetlana Ruseishvili
Visibilidade em disputa: geração 1.5, Hallyu e reconhecimento social na diáspora coreana do Bom Retiro (SP). 2026-
Este projeto de Iniciação Científica investiga como sujeitos da geração 1.5 da diáspora coreana no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, percebem, interpretam e negociam a valorização contemporânea da cultura coreana associada ao Hallyu. Parte-se do diagnóstico de que a presença coreana no bairro foi historicamente estruturada em torno da confecção, de redes familiares e comunitárias e de formas ambíguas de reconhecimento social, marcadas ao mesmo tempo por inserção econômica e por invisibilização. Nas últimas décadas, contudo, a expansão global da cultura pop sul-coreana alterou o regime de visibilidade da “coreanidade”, produzindo uma imagem pública associada à modernidade, inovação e prestígio cultural. O projeto pergunta em que condições essa nova visibilidade pode ser convertida em recurso prático de mediação, pertencimento e reconhecimento social para sujeitos da geração 1.5, e em que medida permanece restrita ao plano simbólico, sem alterar fronteiras sociais mais profundas. A hipótese central sustenta que a valorização contemporânea da cultura coreana opera de modo ambivalente: pode ampliar oportunidades de mediação cultural e circulação social, mas não elimina automaticamente estigmas, desigualdades e limites de pertencimento herdados da condição migrante. O estudo articula sociologia das migrações, sociologia da cultura e sociologia urbana, mobilizando sobretudo Abdelmalek Sayad, Pierre Bourdieu, Stuart Hall e Avtar Brah. Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa de caráter exploratório e interpretativo, organizada como estudo de caso sociológico. O corpus empírico será construído por meio de observação de campo no Bom Retiro, entrevistas semiestruturadas com aproximadamente cinco a oito interlocutores da geração 1.5 e análise documental e digital de materiais públicos relacionados ao bairro e à circulação da cultura coreana. Espera-se contribuir para a compreensão das articulações entre migração, cultura global, mediação e reconhecimento social em contextos urbanos contemporâneos.
Pesquisador: Lucas de Souza Silva
Orientadora: Svetlana Ruseishvili
DESALAMBRE!: Diálogos migrantes como cuidado e pertencimento. 2025.
Projeto multidisciplinar e multicampi que reuniu grupos de migrantes que residem no interior de São Paulo para atividades que fortaleçam seu senso depertencimento e sua interação com a sociedade de chegada. O principal objetivo foi promover a inclusão social e o acolhimento dessas pessoas na cidade universitária por meio de atividades que abordem temas de seu interesse, promovendo a interculturalidade e o fortalecimento das redes de apoio. O projeto reuniu estudantes e docentes dos variados cursos da UFSCar, propondo uma série de oficinas temáticas e rodas de conversa que resultarão na produção de autoetnografias pelos migrantes, utilizando a forma expressiva que lhes pareça mais adequada e incentivando o plurilinguismo. Espera-se utilizar recursos universitários e saberes acadêmicos para promover um empoderamento psicossocial de grupos migrantes, contribuindo assim para sua inserção social mais efetiva.
Equipe: Svetlana Ruseishvili (Coordenadora), Ana Maria Augusti (bolsista), Rafael Faustino, Melani Julissa López, Letícia de Luca Torres, Francia Elena Rocha Santos, Gabriele Soares da Silva, Flavia Resende Marinho, Isabella Barbui Lucinio, Neusa de Fatima Mariano, Larissa Campagna Martini Barbosa, Lucas Pupa Ferrreira (integrantes).
Mapping Humanitarian Visa Policy In Brazil. Financiada por: UK Research and Innovation Council, UK-Brazil Global Talent Grant. 2024-2025
Humanitarian visas (HVs) increasingly receive more attention from international organisations such as the United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR), politicians and other organisations as a solution to unsafe routes and as an alternative answer to the increasing mistrust on the asylum system in some countries. While HVs are framed as a complementary pathway for protection in the Global Compact for Refugees (2018), we still need more studies on their definition and how different stakeholders evaluate their effectiveness in a given context, and the role they play in the HV policy cycle. Brazil is the perfect case to do that because the country has been granting HVs for more than 12 years now and has a complex stakeholder map, with civil society, government bodies, and UN agencies sharing policy spaces. This project will answer the questions: How do different stakeholders perceive and evaluate Brazil’s humanitarian visas (HVs) policy (facilitated visas that allow people to arrive in the territory and receive some international protection)? What can other countries learn from that? To answer these questions, we aim to establish and consolidate a diverse and interdisciplinary network of collaborators to advance knowledge about HVs in Brazil.
Equipe: Patricia Nabuco Martuscelli – PL (University of Sheffield), Natália Cintra de Oliveira Tavares – PcL (University of Southampton), Svetlana Ruseishvili – PcL(I) (Federal Unviersity of São Carlos), Rafael Faustino Oliveira – RA (Federal Unviersity of São Carlos), Ana Maria Gomes Augusti – RA (Federal Unviersity of São Carlos).
Partos e passaportes: mobilidades de parto e cidadania estratégica no Brasil contemporâneo
Financiado por: FAPESP. 2023-2025.
O objetivo deste projeto de pesquisa é investigar as “mobilidades de parto” (“turismo de parto” como é chamado no senso comum) como um caminho para a cidadania estratégica. O fluxo crescente de mulheres estrangeiras que vêm para dar à luz em países cuja cidadania é gerida pelo princípio de nascimento (jus soli) para adquirir o passaporte daquele país tem chamado atenção das autoridades migratórias e da mídia nos países americanos. A presente pesquisa visa preencher as lacunas da literatura científica sobre a cidadania estratégica ao: i) abordar as práticas reprodutivas como caminho para adquirir cidadania adicional por nascimento, e ii) introduzir o elemento gênero no debate, já que esta aquisição de cidadania é condicionada à capacidade reprodutiva do corpo feminino. O projeto empregará uma diversidade de métodos qualitativos (revisão de literatura e documentos, entrevistas com sujeitos envolvidos na prática de mobilidade de parto, observação participante, escuta nas redes sociais e questionário on-line) para reunir uma grande variedade de dados que nos permitirá analisar de forma abrangente a prática da mobilidade de parto de mulheres russas no Brasil. Como hipótese central, defendo que a mobilidade de nascimentos resulta da subjetividade neoliberal que transforma os significados tradicionais do pertencimento nacional e do parto. Da categoria prescrita, o pertencimento nacional se transforma em um recurso no contexto da insegurança gerada pelos conflitos geopolíticos e a crescente desigualdade global. Do evento biológico passivo, o parto se transforma em uma prática que visa maximizar os lucros, entendido não apenas no sentido econômico, mas numa dimensão de cuidado.
Equipe: Svetlana Ruseishvili – pesquisadora responsável, Ana Maria Gomes Augusti – bolsista
“Nós não somos agência humanitária, nós somos a agência do Reino de Deus”: proselitismo religioso e ação social evangélica com migrantes
Nesta pesquisa, investigo em que medida as ações sociais de organizações e igrejas evangélicas direcionadas a pessoas em deslocamento forçado são condicionadas por expectativas de fidelidade ou adesão religiosa. Para isso, é analisada a atuação de uma rede de igrejas desse segmento religioso junto a ucranianas que foram trazidas ao Brasil após o início da guerra na Ucrânia em 2022. A coleta de dados foi feita a partir de 22 entrevistas com roteiros semiestruturados realizadas durante pesquisa de campo em Curitiba e Prudentópolis, no Paraná, com representantes de igrejas participantes da ação, voluntários e outras pessoas que participaram do processo migratório, e migrantes ucranianas que permaneceram no país. A análise dos dados tem como guia a Análise Sociológica do Discurso (ASD) formulada pela Escola Qualitativista de Madri, entendendo o discurso não apenas como vocabulário utilizado, mas como uma forma de produção de realidade e de saber, inscrito em dinâmicas de poder e para além da intencionalidade. Defendo que igrejas e organizações evangélicas frequentemente atuam no campo migratório de modo proselitista e com objetivos expansionistas, utilizando as ações sociais para cumprir a missão biblicamente inspirada de converter pessoas de todos os povos. Tais atores o fazem com distintas abordagens e discursos, mas frequentemente buscando uma ação “integral” que as coloque como principais ou únicas benfeitoras das pessoas beneficiadas, enquanto desincentivam que estas procurem outras fontes de apoio. Essas estratégias encontram barreiras que limitam seus resultados, sendo a principal delas a dificuldade de atingir um número relevante de pessoas não evangélicas em determinados contextos. Sugiro, ainda, que existe uma tendência de crescimento na ação social evangélica no deslocamento forçado, a partir da identificação pelas lideranças religiosas deste campo como profícuo para alcançar pessoas de diferentes perfis culturais e religiosos; de suas extensas redes de conexões religiosas, políticas e econômicas; e da crescente abertura dos Estados nacionais e organizações internacionais à sua participação em políticas humanitárias e na governança migratória.
Pesquisador: Rafael Faustino. Orientadora: Svetlana Ruseishvili
Incorporação migrante e a reprodução social: um estudo a partir de mapas sociais de mulheres migrantes no interior de São Paulo
A presente pesquisa, fruto do trabalho de Iniciação Científica em Sociologia financiada pelo CNPq, buscou compreender como a carga de trabalho do cuidado exercido por mães migrantes impacta a obtenção de empregos no Brasil. A análise se baseou teoricamente no conceito do capital social e partiu do pressuposto que vínculos em maior quantidade e qualidade propiciam maiores oportunidades de incorporação laboral para migrantes no país de residência. Portanto, a hipótese consistiu na ideia de que o cuidado com crianças menores dificulta que mulheres desenvolvam os vínculos necessários para obter emprego – especialmente no contexto migratório. O caso empírico analisado foi de mulheres migrantes latino-americanas residentes numa cidade média do interior de São Paulo. A pesquisa, de caráter qualitativo, empregou, de forma inovadora, duas técnicas: entrevistas sociológicas semiestruturadas e sociogramas – representações visuais de diferentes tipos de vínculos sociais que as participantes da pesquisa elaboraram de forma participativa. Ao todo, foram produzidos e analisados 15 sociogramas e 6 entrevistas. Os dados empíricos confirmam a hipótese de que as mães migrantes possuem menos vínculos que outros grupos. A pesquisa aprofunda o debate sobre “penalidade da maternidade” no contexto migratório, já que, além de ter efeitos negativos sobre o crescimento profissional das mulheres, a carga reprodutiva dificulta as mulheres migrantes a desenvolverem vínculos que possam ser convertidos em emprego remunerado, afinal, enquanto 26,6% dos vínculos ajudaram não-mães a conseguir emprego, apenas 5% ajudaram as mães. O estudo reforça a importância de políticas públicas voltadas à primeira infância e à integração laboral dessas mulheres.
Pesquisadora: Ana Maria Augusti. Orientadora: Svetlana Ruseishvili
Imigração russa no Estado de São Paulo na primeira metade do século XX: uma reconstrução histórica através dos registros dos eventos vitais
A pesquisa tem por objetivo preencher lacunas no conhecimento sobre grupos de imigrantes russos no Estado de São Paulo na primeira metade do século XX, dando continuidade para a pesquisa “Ser russo em São Paulo: os imigrantes russos e a (re)formulação de identidade após a Revolução bolchevique de 1917”, realizada com apoio do CNPq (Ruseishvili, 2016). Para isso, são priorizadas as fontes de dados alternativos, a maioria dos quais é redigida em idioma russo e contida nos acervos particulares – registros paroquiais de óbitos, batismos e matrimónios. Assim, a pesquisa buscará a: i) realizar inventário, sistematização e digitalização dos registros paroquiais das igrejas russas em São Paulo; ii) criar um Banco de dados produzidos a partir dessas fontes e iii) por meio de sua análise ancorada nos métodos da demografia histórica, complementada pelos dados trazidos de outras fontes, realizar uma reconstrução histórica das características sócio-demográficas e de mobilidade espacial dos imigrantes russos no Estado de São Paulo na primeira metade do século XX.
Observatório da migração venezuelana no interior do estado de São Paulo
O presente projeto de pesquisa se desenvolve em parceria com a equipe de trabalho da Cátedra Sérgio Vieira de Mello da UFSCar e tem por objetivo monitorar a transferência dos migrantes venezuelanos do estado de Roraima para o interior do estado de São Paulo, conhecida como “interiorização”. Desde a sua criação, em 2018, a estratégia idealizada pelo Governo Federal e apoiada pelas organizações internacionais (OIM, ACNUR) e governos estaduais e municipais, a interiorização já transferiu de Roraima mais de 10.000 pessoas. Um dos atores não-governamentais importantes para a realização da interiorização são as organizações religiosas. Esse projeto visa compreender a atuação desses agentes na interiorização dos venezuelanos, assim como monitorar os processos de inserção cultural, linguística e laboral desses migrantes nos municípios em questão.

